domingo, 26 de abril de 2026

Análise: dez observações sobre Bahia 2x2 Santos

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Por: Kléber Leal* | Especial para o Blog P. da Notícia

1 - SUPERAÇÃO —
Numa péssima fase, fazendo uma partida ruim, principalmente no primeiro tempo, quando saiu com a desvantagem de 2 a 0, o Bahia se superou na segunda etapa e foi buscar o empate contra o desfalcado Santos, que estava sem Neymar, além de Gabigol, o goleiro Brasão e outros.

2 - Lógico que empatar em casa não é um bom resultado mas, pelas circunstâncias, foi menos pior, pois ganhamos um pontinho, quando tudo levava a crer que seríamos derrotados.
3 - O Bahia vive uma fase horrorosa, errando demais tanto individual quanto coletivamente. O ilustre Rogério Ceni parece já estar com a validade vencida, pois não consegue mudar o quadro, e a coisa só piora.

4 - A falta de efetividade no ataque e falhas de posicionamento e recomposição na defesa são fatores que vêm fazendo nosso time render muito pouco. Conseguimos até perder duas vezes para o Remo, time horroroso que foi derrotado de novo, em casa, nessa rodada.

5 - Duas coisas que raramente acontecem a nosso favor dessa vez nos beneficiaram: gol de falta (marcado por Juba) e Lei do Ex (gol de Willian José, ex-Santos).
6 - A interferência do VAR nos dois pênaltis a favor do Santos foi corretíssima, pois realmente houve as penalidades. A esperança é que, quando for a nosso favor, os homens que ficam na telinha observando os lances também chamem o árbitro e não façam como fizeram no jogo Bahia x Palmeiras, quando Gustavo Gómez fez falta em David Duarte antes de Ramos Mingo completar (contra) para as redes, no gol que decretou o triunfo do Verdão.

7 - Mais uma partidaça de Acevedo, marcando, apoiando, lutando, melhor em campo. Pulga, apesar do pênalti que cometeu, foi outro que jogou bem; Léo Vieira idem; Éverton Ribeiro, que entrou no segundo tempo, também teve boa performance, assim como Gilberto. Por sua vez, Gabriel Xavier, Caio Alexandre, Jean Lucas, Ademir foram muito mal. O próprio Juba, apesar do gol, rendeu pouco e boa parte do jogo “desapareceu” em campo.

8 - O Bahia iniciou a partida pressionando o Santos, que, assustado, se defendia como podia. Jean Lucas lançou para William José, que, de cabeça, mandou para fora; o Santos tentou responder com Ronnie, mas ele estava impedido; o Esquadrão começou a errar passes e a recomposição era defeituosa, daí, quando o time paulista descia, era uma agonia. Numa dessas descidas, Pulga tentou cortar e acabou fazendo pênalti, que o juiz não deu, mas o VAR, acertadamente, interferiu, a arbitragem acabou marcando e Rolheiser converteu; quase empatamos num lançamento de Caio Alexandre para Pulga, que chutou no travessão; depois Kike entrou em velocidade na área e rolou para Jean Lucas, que, pressionado, chutou mal; depois, Kike deu um chute no alto sem perigo; em outra transição do Peixe, Thaciano tentou cruzar, a bola bateu no braço de Ramos Mingo, o juiz não deu nada, mas o VAR, de novo corretamente, interferiu e a penalidade foi marcada e mais uma vez convertida por Rolheiser; antes de encerrar a primeira etapa quase diminuímos com Mingo, mas o goleiro fez grande defesa.

9 - Iniciamos o segundo tempo com a entrada de Everton Ribeiro e Gilberto (saindo Michel Araújo e Gabriel Xavier). Numa troca de passes, na área, Jean Lucas cabeceou para fora; o Santos num escanteio teve uma cabeçada de Ronnie que passou perto; depois teve um chute rasteiro que nosso goleiro desviou para fora; escanteio para o Bahia, Acevedo toca de cabeça na mão do goleiro deles; Lautaro, do Santos, recebeu livre na entrada da área, chutou, mas Leo Vieira defendeu; Juba diminuiu para o Bahia, cobrando falta no ângulo, mas contando com a falha do goleiro; nossa recomposição foi ruim o jogo todo e, num contragolpe, Ronnie dominou, girou e chutou por cima; chegamos ao empate quando Pulga, pelo lado direito, foi acionado por Gilberto no fundo e cruzou na cabeça de Willian José, que mandou para as redes; Moisés recebeu na área e quase desempata para o Santos (boa defesa de Léo Vieira); o Bahia respondeu com uma falta cobrada por William José, que desviou na barreira e, na sequência, Acevedo quase faz (goleiro defendeu); no final o time paulista quase faz o terceiro, mas, felizmente, Lautaro Díaz, livre, se atrapalhou e perdeu a bola.

10 - JOGAR BEM E VENCER — A última vez que o Bahia jogou bem, embora tenha perdido, foi contra o Palmeiras; e a última vez que venceu, mesmo sem jogar tão bem, pois nosso goleiro foi o “melhor em campo”, foi contra o Mirassol. Nesse meio termo perdeu para o Flamengo e o Remo. Está na hora de o Bahia voltar a jogar bem e vencer para espantar a má fase. O próximo jogo é contra o São Paulo fora e, apesar de a fase estar ruim, pela luta para buscar o empate neste jogo contra o Santos acende-se uma luz no fim do túnel de que podemos superar essa situação e voltar ao caminho dos triunfos. Da mesma forma que a fase ruim chega, com resultados negativos, ela some e dá lugar à fase boa, com bons resultados. Apesar de todos os nossos problemas, vamos torcer para que possamos virar a chave e retomar o caminho dos triunfos convincentes.

*Kléber Leal é jornalista e torcedor do Bahia

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