1 - ADVERSÁRIO SUPERIOR — A melhor qualidade do Flamengo, tanto de titulares quanto de reservas (e até do treinador), foi fator fundamental para que o time carioca nos vencesse, por 2x0, no Maracanã. Isso não quer dizer que eles são imbatíveis, mas para vencê-los é necessário que se erre muito pouco e torcer para que eles tenham um nível de erro muito acima do habitual. Como não aconteceu nem uma coisa nem outra, a derrota foi inevitável. E olhe que nosso time vinha descansado e o Flamengo jogou pela Libertadores no meio de semana. A grande verdade é que, nos últimos anos, em jogos mais “pesados”, notadamente fora de casa, o Bahia tem atuado muito abaixo do esperado, sendo batido, eliminado, sucumbido.
2 - Cometemos vários erros, a começar pela escalação, quando Rogério Ceni entrou com o “poste” William José, que foi apenas figura decorativa. Não apareceu no ataque nem acompanhando a zaga adversária. Saiu no intervalo para a entrada de Everaldo, que pelo menos correu mais, embora de forma improdutiva também. Gilberto foi outro que jogou muito mal, assim como Juba.
3 - Apesar de ser inferior ao Flamengo nos dois tempos, na etapa inicial o time carioca não criou tanto, fez 1 a 0 e o jogo até poderia ter sido empate, pois perdemos uma oportunidade de ouro com Pulga.
4 - Nossa melhora na etapa final, quando poderíamos até ter marcado gols, coincidiu com a subida de produção deles também e, como foram bem superiores, fizeram o segundo gol, poderiam ter feito mais e consolidaram o triunfo.
5 - Impressionante como Éverton Ribeiro sempre joga mal quando enfrenta o Flamengo. Perdendo bolas bestas, dando passes errados em demasia, lançando e cruzando mal, parece até que ainda joga no time do Rio. Atuação sofrível. Uma das piores partidas dele com a camisa do Bahia. No jogo de volta, no segundo turno, será até melhor ele ficar de fora.
6 - Por outro lado, quem se firma cada vez mais é o goleiro Léo Vieira. Com saídas arrojadas e boas defesas, ele evitou que o placar fosse maior. Até quando estava adiantado e quase toma o gol praticamente do meio-campo, recuperou-se e fez uma defesaça. Titular absoluto. Acevedo foi muito bem, tanto de lateral quanto de volante, Jean Lucas também.
7 - Bela homenagem foi feita antes da partida ao jogador de basquete Oscar, que faleceu esta semana. Inclusive, na hora do primeiro gol do Flamengo, Arrascaeta tirou a camisa e mostrou número, tomando cartão amarelo merecidamente. O árbitro não pode agir com o emocional, e sim com a lei e o regulamento na mão. Se Arrascaeta queria homenagear dessa forma, bastava ele entrar com duas camisas. Tirava uma e não cometia a infração. O atacante Juari, que jogou no Santos nas décadas de 70 e 80, comemorou muito gols dessa forma, sem ser advertido.
8 - Com linhas demasiadamente baixas, e ainda com o lento Willian José para acompanhar a saída da zaga rubro-negra, o Bahia deu muito espaço ao Flamengo, que trocava passes tranquilamente na nossa intermediária e buscava as infiltrações. Num erro de Éverton Ribeiro, o time carioca articulou uma bola longa, mas Léo Vieira saiu do gol e tirou com os pés; antes o Bahia tinha descido, trocando passes, mas Juba chutou pra cima, sem perigo algum; o Esquadrão tentava as bolas em profundidade, aproveitando que o Flamengo subia muito, mas o passe era sempre interceptado; apesar do domínio do nosso adversário, foram poucas as chances criadas. Teve logo um chute fraco de Plata que Léo Vieira encaixou; fizeram o gol numa bola em que Pedro, na área, perdeu o ângulo e rolou para Arrascaeta completar para as redes; depois, num cruzamento rasante, Pedro quase faz o segundo de cabeça; poderíamos ter empatado com Pulga na área, mas o chute forte encontrou o peito do goleiro Rossi.
9 - O Bahia avançou um pouco mais no segundo tempo, mas deu alguns contragolpes ao Flamengo. Num deles, Plata rolou para Arrascaeta chutar rasteiro, mas Léo Vieira defendeu; em outra descida, Pedro mandou a bomba de longe e nosso goleiro pegou de novo; num cruzamento na área, Arrascaeta cabeceou na trave e na volta Léo Vieira tirou dos pés de Pedro; Jean Lucas arriscou de longe e a bola bateu no travessão; Arrascaeta recebeu na lateral da área, cruzou e Léo Vieira interceptou, segurando firme; escanteio cobrado e Léo Ortiz mandou na trave; Acevedo recebeu na corrida, mandou a bomba mas Rossi defendeu e, na volta, houve um complemento fraco; depois Pedro quase faz de letra; vendo Léo Vieira adiantado, Pedro chutou do meio-campo, mas nosso goleiro se recuperou e desviou a escanteio; Plata recuperou uma bola, avançou até nossa área e chutou, mas Léo Vieira defendeu de novo; eles finalmente fizeram o segundo numa jogada ensaiada de escanteio, sendo a bola rolada para Paquetá fuzilar.
10 - CONTRA O REMO — Quarta tem Copa do Brasil contra o Remo na Fonte Nova, jogo de ida da terceira fase da competição, sendo fundamental que o Bahia vença bem, se possível com boa margem de gols, embora saibamos que não há jogo fácil. Basta lembrar que, da última vez que jogamos contra o time paraense, recentemente, levamos uma goleada. Temos que fazer valer o mando de campo, ir com tudo para vencer bem, contando com o apoio fundamental da Nação Tricolor.
*Kléber Leal é jornalista e torcedor do Bahia
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