Além de integrar a lista, Moura também foi escolhido como uma das capas da publicação, ao lado da atriz Zoe Saldaña, do cantor Luke Combs e da comediante Nikki Glaser.
No perfil dedicado ao ator, a revista destaca não apenas sua trajetória artística, mas também seu posicionamento público e a disposição em se manifestar sobre temas políticos e sociais.
Em entrevista à Time, Moura comentou sobre o cenário dos Estados Unidos, país onde vive atualmente, e fez reflexões sobre identidade e valores. “Governos vêm e vão”, afirmou. “Mas, para mim, este é o país que acolhe pessoas de todos os cantos, que foi construído sobre a imigração.”
O ator também mencionou a polarização política, destacando que há diferenças entre o governo em exercício e o que define a essência do país, citando referências históricas como Martin Luther King e Rosa Parks.
A publicação ainda descreve o artista brasileiro como uma figura que mantém hábitos pouco comuns em um mundo cada vez mais digital.
Segundo a revista, Moura não utiliza redes sociais, prefere ouvir música em vinil e dirige um Fusca de 1959. “Em um mundo cada vez mais digital, que parece se tornar mais inteligente apenas no sentido artificial, ele é o antídoto analógico que nem sabíamos que precisávamos”, diz o texto.
Mais dois brasileiros na lista
A lista da Time também inclui outros dois brasileiros. A pesquisadora Mariangela Hungria da Cunha foi reconhecida na categoria de pioneiros por seu trabalho com microrganismos que permitem às plantações absorver nitrogênio do ar de forma mais natural.
Ela, que é da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), já havia sido premiada com o World Food Prize 2025, considerado o “Nobel” da agricultura.
De acordo com a revista, as inovações desenvolvidas por Mariangela contribuíram para uma economia anual de cerca de US$ 25 bilhões para agricultores brasileiros, além de reduzir significativamente a emissão de gases poluentes.
Outro nome brasileiro na lista é o pesquisador Luciano Moreira, incluído na categoria de inovadores. Ele se destacou pelo desenvolvimento e expansão de técnicas que utilizam mosquitos modificados para combater doenças como dengue, zika e chikungunya.
No ano anterior, Moreira já havia sido reconhecido pela revista Nature por estudos relacionados ao mosquito Aedes aegypti.
A presença de brasileiros na lista reforça o reconhecimento internacional de profissionais do país em áreas como cultura, ciência e inovação, ampliando o alcance global de suas contribuições.
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