quinta-feira, 23 de abril de 2026

Análise: dez observações sobre Bahia 1x3 Remo


Por: Kléber Leal* | Especial para o Blog P. da Notícia

1 - “PEDRA NO SAPATO” —
Depois de golear o Bahia, em Belém, por 4x1 pelo Brasileirão, o Remo aplicou agora 3 a 1 no nosso tricolor, pelo jogo de ida da quinta fase da Copa do Brasil, em plena Fonte Nova, mostrando que está se tornando uma verdadeira “pedra no sapato” para o time comandado por Rogério Ceni.

2 - O Bahia, na realidade, tem sido o “salvador da pátria” do Remo, afinal foi o único adversário que perdeu para time paraense neste Brasileirão e, agora, cai novamente (pela Copa do Brasil), mesmo com o adversário estando de novo em fase ruim, sem vencer há vários jogos. Léo Condé tem sido o “pai” de Ceni.

3 - A coisa foi tão feia que, no final, o Remo colocou o Bahia na roda e nossa própria torcida, revoltada, gritou “olé, olé”.

4 - A reação da torcida está diretamente ligada à postura do time em campo. Omissa, com má vontade, sem capricho, atuando muito mal.

5 - Em outras épocas, um resultado vexatório como esse, tão ruim quanto o do jogo contra eles pelo Brasileirão, faria com que o treinador fosse mandado embora.

6 - Ironicamente, um jogador que ninguém estava levando fé (William José) fez o nosso gol e outro que todo mundo estava elogiando (o goleiro Léo Vieira) falhou feio e ainda cometeu o pênalti que originou o segundo gol do Remo.

7 - Falamos sempre, quando perdemos para alguns times, como Palmeiras e Flamengo, por exemplo, que o elenco deles é superior, que eles têm mais receita etc. Mas o Remo, com todo respeito, é muito inferior ao Bahia em todos os sentidos, porém, dentro de campo, vem sendo muito superior. Com a palavra o senhor Rogério Ceni.

8 - O Bahia começou o jogo dando uma pressão muito forte ao Remo e, em três minutos, já tinha criado duas grandes chances de marcar: numa cobrança de escanteio, David Duarte cabeceou à queima-roupa e o goleiro Marcelo Rangel defendeu; em troca de passes na área, Acevedo soltou a bomba e a bola explodiu na trave; o Remo começou a se ajustar em campo e nossa recomposição deficiente facilitava a vida dos paraenses; eles abriram o escore numa bola alçada na área, com desvio de cabeça de Tchamba para o gol (houve participação de um jogador impedido no lance, mas a arbitragem não entendeu assim e validou o gol); fizemos o gol de empate logo no lance seguinte, numa cobrança de escanteio de Éverton Ribeiro e desvio de cabeça de William José.

9 - No segundo tempo o Bahia também começou pressionando. Teve um chute perigoso de Pulga e uma cabeçada de David Duarte; mas as falhas de recomposição e erros na saída de bola atrapalharam muito. Numa saída errada de Léo Vieira, Pikachu roubou e foi derrubado na área por nosso goleiro. Pênalti cobrado e convertido pelo próprio Pikachu. Depois teve uma bola nas costas da nossa zaga, que Alef Manga soltou a bomba, mas Léo Vieira pegou. O Bahia martelou na base do desespero e, numa saída errada de Mingo, o time paraense roubou a bola e armou o contragolpe, com o cruzamento sendo feito da linha de fundo e Alef Manga mandando de cabeça para marcar o terceiro gol.

10 - NÃO É IMPOSSÍVEL — Pelo que aconteceu nesses dois jogos, será muito difícil o Bahia reverter na volta, pois o Remo o anulou taticamente, com uma proposta de jogo eficiente e que deu grandes resultados. Será difícil, repito, mas não impossível. No entanto, para que se reverta essa situação, muitas mudanças precisam acontecer, principalmente na postura e espírito de competitividade.

*Kléber Leal é jornalista e torcedor do Bahia

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