Batizada de Brasil Contra o Crime Organizado, a iniciativa prevê mais de R$ 1 bilhão em investimentos diretos ainda este ano, além de uma linha de crédito de R$ 10 bilhões voltada para segurança pública. O plano inclui desde tecnologia de rastreamento financeiro até drones, scanners corporais e reforço no sistema penitenciário.
O que prevê o novo programa
A nova estratégia nacional foi estruturada em quatro grandes eixos:
- asfixia financeira do crime organizado;
- fortalecimento da segurança nos presídios;
- qualificação da investigação de homicídios;
- combate ao tráfico de armas, munições e explosivos.
Segundo o Palácio do Planalto, a ideia é atacar justamente os pilares que sustentam o poder das facções: dinheiro, comando dentro das prisões, violência armada e circulação ilegal de armas.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a proposta depende da integração entre governos federal, estaduais e municipais.
“O crime organizado se aproveita da nossa divisão”, disse o presidente durante o lançamento do programa nesta terça-feira (12).
Governo quer sufocar financeiramente facções
O primeiro eixo do programa concentra uma das principais apostas do governo: cortar os fluxos financeiros que abastecem organizações criminosas.
Para isso, serão destinados cerca de R$ 388,9 milhões em ações como:
- fortalecimento das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (Ficco);
- criação de uma força nacional para operações interestaduais;
- ampliação de leilões de bens apreendidos do crime organizado;
- uso de novas tecnologias para extração de dados de celulares, tablets e notebooks;
- expansão dos comitês de investigação financeira e recuperação de ativos.
A proposta também prevê operações mensais integradas em diferentes estados.
Presídios vão ganhar padrão de segurança máxima
Outro eixo considerado estratégico mira diretamente o sistema prisional. A previsão é investir R$ 330,6 milhões em 2026 para reforçar o controle sobre unidades consideradas críticas.
O objetivo é transformar 138 presídios brasileiros em estabelecimentos com padrão semelhante ao das penitenciárias federais de segurança máxima.
Segundo o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, cerca de 80% das lideranças criminosas identificadas no país cumprem pena nessas unidades.
O pacote inclui:
- drones e georradares;
- scanners corporais;
- detectores de metal;
- bloqueadores de celulares;
- operações para retirada de armas, drogas e celulares;
- criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP).
- uso de novas tecnologias para extração de dados de celulares, tablets e notebooks;
- expansão dos comitês de investigação financeira e recuperação de ativos.
A proposta também prevê operações mensais integradas em diferentes estados.
Presídios vão ganhar padrão de segurança máxima
Outro eixo considerado estratégico mira diretamente o sistema prisional. A previsão é investir R$ 330,6 milhões em 2026 para reforçar o controle sobre unidades consideradas críticas.
Segundo o ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, cerca de 80% das lideranças criminosas identificadas no país cumprem pena nessas unidades.
O pacote inclui:
- drones e georradares;
- scanners corporais;
- detectores de metal;
- bloqueadores de celulares;
- operações para retirada de armas, drogas e celulares;
- criação do Centro Nacional de Inteligência Penal (CNIP).
A avaliação é que boa parte da articulação criminosa ainda acontece de dentro dos presídios.
Investigações de homicídios também entram no foco
O terceiro eixo tenta melhorar a capacidade de resolução de crimes letais, uma das maiores dificuldades históricas da segurança pública brasileira.
Serão cerca de R$ 201 milhões em investimentos para:
- fortalecer polícias científicas;
- modernizar Institutos Médico-Legais (IMLs);
- ampliar bancos de perfis genéticos;
- reforçar sistemas de análise balística;
- comprar equipamentos de DNA, necropsia e perícia.
A estratégia busca aumentar o índice de esclarecimento de homicídios e reduzir a sensação de impunidade.
Combate ao tráfico de armas terá operações integradas
O quarto eixo prevê cerca de R$ 145 milhões para enfrentar o comércio ilegal de armas, munições e explosivos.
Entre as medidas estão:
- criação da Rede Nacional de Enfrentamento do Tráfico de Armas;
- fortalecimento do Sistema Nacional de Armas (Sinarm);
- aparelhamento de delegacias especializadas;
- operações integradas contra desvio e tráfico de armamentos.
De acordo com o Ministério da Justiça, a circulação ilegal de armas é um dos principais fatores de fortalecimento das facções.
Linha de crédito de R$ 10 bilhões para segurança
Além dos investimentos diretos, o programa prevê uma linha de crédito de R$ 10 bilhões para estados e municípios.
Os recursos poderão ser usados na compra de:
- viaturas;
- motocicletas operacionais;
- lanchas e embarcações;
- drones;
- sistemas de videomonitoramento;
- rádios de comunicação;
- scanners corporais;
- equipamentos de perícia;
- reforma de presídios.
O dinheiro virá do Fundo Nacional de Investimento em Infraestrutura Social.
Operações começam ainda este ano
O cronograma do programa prevê operações mensais integradas das Ficcos estaduais e da futura força nacional. Também está prevista, até setembro, a instalação de comitês estaduais de investigação financeira e recuperação de ativos.
Nos bastidores, integrantes da área de segurança avaliam que a nova estratégia tenta repetir modelos já usados em operações recentes contra facções criminosas — agora em escala nacional e com integração permanente entre inteligência, sistema prisional e rastreamento financeiro.
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