domingo, 10 de maio de 2026

Análise: dez observações sobre Bahia 1x2 Cruzeiro

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*Kléber Leal | Especial para o Blog P. da Notícia

1 - CHEGA DE ROGÉRIO CENI — Está mais do que provado que o ciclo do treinador Rogério Ceni precisa ser encerrado no Bahia, afinal ele não consegue tirar mais do elenco e a equipe vem definhando em todas as competições. A derrota de virada neste jogo contra o Cruzeiro, sendo muito inferior ao time mineiro, mostra que o trabalho do nosso técnico já chegou ao limite. Ele precisa ser substituído para que o time, com outro profissional, possa ressurgir e apresentar um futebol mais competitivo.

2 - Este ano as decepções vêm se acumulando com Rogério no comando. Por pouco não perdemos a final do Baiano (viramos o jogo no segundo tempo no sufoco contra o rival); na Pré-Libertadores fomos eliminados pelo desconhecido O’Hinggs na primeira fase que disputamos, o que nos tirou a possibilidade de pelo menos disputar a Sul-Americana. E ainda por cima, pelos critérios da CBF deste ano, não pudemos disputar o Nordestão. Na Copa do Brasil estamos praticamente eliminados pelo Remo, que este ano só venceu um único time da Série A (o Bahia). Com todo respeito ao time paraense, pela diferença de história, estrutura e poder financeiro, é inadmissível tomarmos 4 a 1 pelo Brasileirão e 3x1 (este em casa) pelo jogo de ida da terceira fase da Copa do Brasil). Uma vergonha!
3 - Com esquema previsível e quase sempre com a utilização dos mesmos jogadores no time titular ou nas substituições, Rogério Ceni não ousa utilizar nossa base, quase sempre afirmando que os jogadores estão “verdes”. Precisa ser mais audacioso e confiar nos garotos, dando mais oportunidades a meninos como Del, Cauê Furkim, Sidnei e até mesmo o talentoso meia Roger Gabriel, que, há dois anos, entrou no fogo num jogo contra o Sport pelo Nordestão e fez uma grande jogada que redundou no gol do nosso triunfo. O “prêmio” que Roger Gabriel ganhou por ter jogado bem contra o time pernambucano foi nunca mais ser escalado. Uma coisa absurda! Nesta partida, contra o Cruzeiro, tomamos dois gols de jogadores que têm 19 e 20 anos. Ou seja, os outros times escalam meninos, mas o nosso não pode.

4 - Há muita paciência com atletas rodados e que não produzem, como Rodrigo Nestor e Michel Araújo, mas com os meninos da base a tolerância é praticamente zero.

5 - Um outro detalhe é que o Bahia, praticamente disputando apenas uma única competição, tem menos partidas, está mais descansado, com mais tempo para treinar que a maioria dos adversários. Mas essa “vantagem” não tem aparecido em campo e quase sempre os outros times correm mais que a gente quando nos enfrentam

6 - Claro que o problema não é apenas o treinador, nosso elenco tem desequilíbrio em alguns setores e precisa ser qualificado, mas, com o material humano que temos, poderíamos estar produzindo bem mais e isso tem muito a ver com esquema e postura tática. Nossa forma de jogar não tem variações, as “figurinhas” que utilizamos já são carimbadas, os times que nos enfrentam exploram nossas deficiências e a coisa complica cada vez mais. Não é à toa que estamos há cinco jogos sem vencer, com um sistema defensivo altamente vulnerável e um sistema ofensivo inoperante.
7 - O primeiro tempo desta partida contra o Cruzeiro começou mais ou menos equilibrado, com os dois times atacando e sendo contra-atacados. Com menos de um minuto, William José recebeu, chutou mas a bola foi prensada pela zaga do Cruzeiro; depois Everton Ribeiro passou para Sanabria, que chutou na rede pelo lado de fora; num contragolpe, o Cruzeiro chutou, mas a bola foi prensada na hora H; numa saída errada do Bahia, o Cruzeiro avançou e Cinisterra, livre, chutou mas Acevedo bloqueou; Pulga deu o drible da vaca no marcador, entrou na área e cruzou para William José, que sofreu pênalti ao tentar chutar. Juba bateu no cantinho e fez 1 a 0; após o gol, o time mineiro cresceu na partida: Mateus Pereira chutou de longe e fraco, Léo Vieira pegou; num contra-ataque, a bola foi para a esquerda e Kauã Moraes chutou em cima de Léo Vieira, mas ele não defendeu: 1a1; Cinisterra teve a chance de virar o jogo, mas, ao entrar no meio da nossa área, chutou de forma bizarra para fora; em outro contra-ataque, Lucas Romero soltou a bomba e Léo Vieira faz grande defesa; no fim dessa etapa, teve um chute rasteiro perigosíssimo de Gerson, mas felizmente a bola foi pra fora.

8 - No segundo tempo o domínio cruzeirense foi maior. Eles tiveram logo um gol anulado devido a impedimento; depois, Éverton Ribeiro, que estava muito disperso perdendo bolas bobas, perdeu uma delas no meio, Cinisterra invadiu e chutou pra fora; num contra-ataque, Gerson chutou Léo Vieira pegou;

Bola do Bahia em profundidade, Ademir, que até entrou bem no jogo, soltou a bomba de fora da área mas o goleiro faz defesaça

Mateus Pereira serviu Caio Jorge Jorge e ele chutou pra fora cara a cara; num cruzamento, Villalba bateu cruzado, Leo Viera mandou a escanteio; Everaldo recebeu no vazio e tocou por cima; Kike oliveira fechou para o meio e bateu bem, mas o goleiro cruzeirense mandou a escanteio; Kaike Kenji recebeu livre, deu um corte em Juba e fez o segundo gol; Nestor pegou um rebote e chutou raspando a trave.

9 - O Grupo City precisa fazer algo para ajudar a reverter a situação atual do Bahia, clube do qual afirmaram que seria o segundo mais importante do grupo. E este “fazer algo” passa não só por contratação de reforços que qualifiquem mais o elenco, mas, principalmente, pela substituição do treinador e comissão técnica, cujo trabalho já chegou ao teto e agora eles não conseguem dar um passo mais à frente e vêm caindo de produção. Obrigado por nos salvar de um rebaixamento, ter colocado duas vezes nosso time na Pré-Libertadores, ganho dois Baianos e um Nordestão. Agora está na hora de já ir, já ir embora.

10 - SÓ DEUS! — Quarta-feira teremos o jogo de volta contra o Remo pela terceira fase da Copa do Brasil e precisamos vencer por dois gols de diferença, para levarmos a decisão para os pênaltis, ou por três gols, para obtermos a classificação direta. No momento atual e pelo histórico dos dois últimos jogos contra o time paraense, só mesmo com ajuda divina para sairmos de Belém do Pará com a classificação. Já vi muitas vezes DEUS iluminar nossa estrela e o time ressurgir das cinzas. Desta vez está muito complicado, mas para DEUS nada é impossível. Que Ele nos ajude!

*Kléber Leal é jornalista e torcedor do Bahia

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