1 - CERA E CASTIGO — O São Paulo vencia o Bahia por 2 a 1, até os últimos minutos dos acréscimos da segunda etapa, quando passou a fazer muita cera, provocou vários escanteios, jogando a bola nos nossos jogadores, com seus atletas, principalmente Calleri, pirraçando os nossos, num deboche sem fim. Mas o Esquadrão, ao recuperar a bola, saiu rapidamente, com qualidade de passe e, após cruzamento de Juba e cabeçada de Ademir, a bola tocou na trave e sobrou para Erick, de cabeça, empatar o jogo, castigando o time do São Paulo. O resultado fez justiça a tudo que aconteceu em campo, pois os dois times tanto poderiam ganhar quanto perder e o placar 2 a 2 acabou sendo justíssimo.
2 - O domínio territorial e as chances dos times ficaram oscilando a todo momento, com cada uma das equipes desperdiçando oportunidades de matar o jogo.
4 - Outra coisa que não se pode admitir foi a chance perdida por Everton Ribeiro quando o jogo estava 1 a 1 e nossa equipe pressionava para fazer o segundo. Ele entrou livre, poderia passar logo para Sanabria ou concluir e fazer o gol, mas não fez nem uma coisa nem outra, desperdiçando o lance.
5 - Inadmissível o Bahia emprestar Cauly ao São Paulo e não colocar cláusula de multa caso ele fosse escalado para nos enfrentar, posição que todo time toma. O Grupo City não colocou esse item no contrato. Uma doideira até porque a “Lei do Ex” sempre nos persegue. E Cauly quase fez um gol, não fosse a grande defesa de Léo Vieira.
6 - Falando em “Lei do Ex”, o primeiro gol do São Paulo foi de um ex-Bahia, Arthur, que formou com Gilberto uma excelente dupla de ataque quando aqui esteve, em 2019.
8 - Bahia e São Paulo fizeram um primeiro tempo mais ou menos equilibrado. Inicialmente o Bahia ficou ocupando o campo de ataque e o tricolor paulista tentando sair. Logo depois eles começaram a se impor. Numa recomposição ruim do Bahia, o São Paulo entrou com superioridade numérica mas desperdiçou; na resposta o nosso time desceu em bloco e Pulga chutou rasteiro, com perigo; numa falta cruzada batida pelo time do Morumbi, Léo Vieira saiu de soco; saída de bola defeituosa do Esquadrão, David Duarte perdeu a dividida e a bola foi rolada para Arthur dominar e chutar forte no canto, fazendo 1 a 0; após o gol, o Bahia voltou a dominar o jogo. Pulga chutou da entrada da área e o goleiro pegou; teve um chutão pra cima de Everton Ribeiro, após boa troca de passes; depois Juba tocou para Kiki e ele chutou forte para grande defesa de Rafael; escanteio para o Bahia, Jean Lucas pegou a sobra e o zagueiro tirou de cabeça um gol certo; Acevedo recebeu de Pulga na entrada da área, chutou e a bola desviou na zaga para escanteio; contragolpe do nosso adversário, Luciano lançou Arthur, mas Kiki trava o chute; Cauly deu dois dribles na área e chutou, Léo Vieira fez boa defesa; Kiki cruzou, a zaga desviou e quase fez contra. A vantagem do São Paulo nessa primeira etapa não espelhou o que foi o jogo. Mais justa seria o empate.
9 - Na segunda etapa, o São Paulo teve logo de cara duas chances de ampliar: na primeira, Arthur entrou driblando pela direita, entrou na área, ficou cara a cara com Léo Vieira, que fez grande defesa; na segunda, Arthur cobra escanteio, houve uma cabeçada e nosso goleiro fez outra grande intervenção; daí o Bahia acordou e numa descida com boa troca de passes, Éverton Ribeiro passou para Juba, que deu um chutaço no ângulo, marcando um golaço; logo em seguida, numa falta cruzada na área por Éverton Ribeiro, David Duarte deu uma cabeçada e a bola explodiu no travessão; poderíamos fazer o segundo se Éverton Ribeiro não se precipitasse ou passasse logo para Sanábria, que estava livre; como quem não faz toma, Erick perdeu uma bola no meio-campo, o São Paulo contra-atacou pela direita e a bola foi cruzada para a cabeçada de Ferreirinha (2 a 1);mas o Bahia não desanimou e William José quase faz de letra, com grande defesa do goleiro Rafael; Ferreirinha desceu pela esquerda, entrou na área e chutou para outra defesa de Ló Vieira; o São Paulo ficou com menos um com a contusão de Lucas e passou a fazer cera; quando o Bahia recuperou a bola, desceu rápido, houve troca de passes entre Sanabria e Juba e nosso lateral cruzou na cabeça de Ademir, o zagueiro interceptou a cabeçada quando a bola ia no gol, mas na volta a bola bateu na trave e sobrou para Erick completar de cabeça para o fundo das redes: 2 a 2.
10 - DOIS JOGOS EM CASA — Na sequência do Brasileirão, o Bahia terá dois jogos seguidos em casa (Cruzeiro e Grêmio) e precisa vencer os dois para se manter na parte de cima da tabela e voltar a encontrar o caminho da boa fase. Entre os dois jogos tem a volta contra o Remo pela Copa do Brasil.
*Kléber Leal é jornalista e torcedor do Bahia
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