1 - TIME COMPETITIVO — Com muita garra, determinação e aplicação em campo, o Bahia mostrou um futebol competitivo e deu um “gude preso" no Vasco em São Januário, mostrando realmente que este ano tudo será diferente fora de casa. Em três jogos pelo Brasileirão, venceu dois longe dos seus domínios, de forma convivente. Rogério, acertadamente, colocou como titulares neste jogo tanto Roman Gomez quando Kiki, sacando Gilberto e Pulga.
2 - Num campeonato disputado como o Brasileiro, raramente algum time vence outro com total facilidade, seja em casa ou fora dela. E este jogo não foi diferente. Nossa equipe abriu a vantagem, recuou e caiu de produção, soube sofrer, porém teve chance de liquidar a fatura mais cedo e, no final, foi guerreiro e segurou o placar.
3 - E olhe que o juizão deu no total 11 minutos de acréscimo (9+2), como se fosse aquela brincadeira “até empatar”. Isso nunca acontece com as partidas em que o Bahia está com resultado negativo ou precisando fazer gol para vencer, mesmo que o adversário passe o jogo inteiro fazendo cera
4 - O árbitro também permitiu que, em várias disputas de bola, os jogadores vascaínos deixassem a “mão boba”, acertando nossos atletas. Em alguns lances, pode-se até admitir que foi uma questão interpretativa, mas, naquele entre Caio Alexandre e um jogador deles já na reta final, nosso volante era pra tomar amarelo (como tomou), pois segurou pela camisa, mas o do Vasco era pra ser expulso, já que agrediu com uma cotovelada. Dar amarelo para ele foi compactuar com a violência empregada.
5 - A cãibra que Éverton Ribeiro sofreu no final do jogo ilustra o quanto ele correu e se esforçou, o quanto ele é comprometido, sendo pra mim o melhor do Bahia no jogo, marcando, armando e ainda dando a assistência para nosso gol e uma outra que Juba quase marca.
6 - E foi um golaço que fizemos: numa jogada combinada num escanteio, Everton Ribeiro lançou para a entrada da área e Juba, de chapa, colocou no fundo das redes.
7 - Com Kanu, nossa zaga demonstrou insegurança, aliás nosso sistema defensivo não esteve bem. Roman Gómez tomou um passeio de Andres no primeiro tempo mas se recuperou no segundo; Ronaldo sempre bem quando o bicho pegava, firmando-se a cada jogo; Kiki, um guerreiro, como ajudou! Erick, Pulga e Everaldo entram muito bem na partida; Jean Lucas esteve muito mal.
8 - No começo do jogo demos mole na marcação e Coutinho chutou de dentro da área, Roman Gomez tirou o gol e, na volta, o próprio Coutinho jogou pra fora; Juba avançou e chutou fraco, para defesa do goleiro; Adres fez um carnaval em cima de Gómez e cruzou, na sobra a bola foi chutada e Ronaldo defendeu; numa falta próxima à área, Ronaldo fez grande defesa; aos 21 minutos, Éverton Ribeiro cobra escanteio e Juba faz 1 a 0; Bahia,que neste momento já equilibrava as coisas, recuou e o Vasco começou a gostar do jogo; Andres cruza na área, a bola foi cabeceada e assustou; Juba rola para Éverton Ribeiro, ele chuta e o goleiro Léo Jardim pega; nossa marcação estava frouxa e o Vasco ficou alçando bolas na área; Andres dribla Roman de novo e cruza, a bola é chutada e passa perto; Andres de novo invadiu e chutou, Ronaldo fez outra defesa.
9 - Vasco continuou pressionado no segundo tempo, mas, com nossas mudanças, suportamos melhor. Tivemos a chance de fechar o caixão mais cedo num lançamento de Éverton Ribeiro para Juba na corrida, mas nosso lateral perdeu fôlego e concluiu mal; eles ficaram até o fim chutando de fora ou jogando bola na área. Gabriel Xavier foi absoluto, segurando a onda. Time todo foi guerreiro.
10 - LIBERTADORES — Apesar de a próxima partida ser sábado, contra a Jacuipense, pelo Baianão, quando vamos usar o time B, todas as atenções estão voltadas para a terça que vem, quando o Bahia estreia no mata-mata na Pré-Libertadores, contra o O’Higgins, no Chile, e vai com tudo, aproveitando a boa fase, para tentar um bom resultado e jogar a partida de volta com mais tranquilidade para obter a classificação.
*Kléber Leal é jornalista e torcedor do Bahia
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