segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Análise: dez observações sobre Juazeirense 1x1 Bahia


Por: Kléber Leal* | Especial para o Blog P. da Notícias

1 - CHEGA DE RESENDE! —
Um pênalti bizarro, sem a mínima necessidade, cometido por Resende, impossibilitou que o time B do Bahia, mesmo sem jogar tão bem, vencesse a Juazeirense e mantivesse os 100 % de aproveitamento no Baianão. O atacante Luan, do time do interior, deu um drible em Fredi para o lado, na área, e Resende veio todo atabalhoado na cobertura e fez o pênalti, com nossa defesa postada e o goleiro ligado. O chamado pênalti bobo, de um jogador que só foi bem efetivamente no Bahia na Série B de 2022. Depois que o time subiu ele teve apenas alguns lampejos positivos, na maioria das vezes foi mal, inclusive sendo responsável direto por derrotas em dois ou três Ba-Vis. Chega de Resende! Nem pra esse time alternativo serve mais.

2 - Outro que ia complicar mais ainda o jogo contra o Bahia foi o juiz, ao marcar outro pênalti contra a gente nos acréscimos, alegando que a bola bateu na mão de Gabriel Xavier, quando nitidamente explodiu na testa dele. O mais incrível é que a imagem da TV é clara e mostra também o juiz de frente para para o lance. Como ele não viu? Felizmente, apesar de não ter VAR, o bandeirinha, consultado, fez justiça ao que realmente aconteceu e a penalidade foi desmarcada.

3 - O jogo marcou a reestreia de Everaldo, que fez nosso gol (de pênalti), teve atuação discreta, mas acabou ganhando o troféu de “melhor em campo”. Achei bacana a euforia dos jogadores comemorando com ele após nosso gol, dando moral para o retorno do atleta. A esperança é que ele mostre, nessa segunda passagem pelo Bahia, de forma mais intensa, uma face de artilheiro que nunca mostrou de verdade aqui, sendo importante que Rogério o escale como centroavante e não como jogador de beirada.

4 - Não resta dúvida que o gramado ruim prejudica os dois times, mas o que tem jogadores mais técnicos, que gostam de colocar a bola no chão e ir envolvendo o adversário, sofre bem mais. Foi o caso do Esquadrão, que não conseguiu implantar seu estilo de jogo e teve que apelar para ligação direta, bola longa, facilitando a vida do adversário. Se Rogério reclamou recentemente do gramado da Fonte Nova, imagina do gramado do Adauto Morais. Ele tem toda a razão.

5 - Não tem cabimento um gramado nessas condições.Tudo indica que não há manutenção correta e isso prejudica e muito o espetáculo. O jogo jamais será bom num piso desses. Aliás, a estrutura do estádio está deixando a desejar, pois, durante a entrevista de Rogério Ceni no campo, uma das torres de refletores simplesmente caiu do nada. Fico imaginando a agonia que iria provocar se isso acontecesse durante o jogo. Havia também nuvens de insetos incomodando todo mundo. Os responsáveis pela administração do Adauto Morais precisam, além de cuidar melhor do campo, fazer uma vistoria geral no estádio.

6 - Mesmo com gramado ruim, Kauê Furquim teve bom desempenho, notadamente no primeiro tempo, partindo pra cima em velocidade, fazendo bons cruzamentos, dando muito trabalho. O goleiro João Paulo também teve uma atuação segura, fazendo duas grandes defesas. No pênalti ele foi para o lado certo, mas a bola foi muito no canto.

7 - O zagueiro Luís Gustavo foi outro que mostrou segurança e conseguiu algumas vezes, mesmo nesse campo, sair jogando com qualidade. Gabriel Xavier, que foi o capitão, também merece destaque, salvando inclusive um gol, naquele lance que o juiz assinalou equivocadamente pênalti e depois corrigiu a lambança.

8 - Aproveitando o gramado horroroso que impossibilitava o toque de bola do Bahia, a Juazeirense, mais acostumada com essa várzea, fez um primeiro tempo de igual para igual contra o Tricolor de Aço. Na nossa primeira investida, Kauê Furquim avançou, soltou a bomba, o goleiro fez a defesa e, na sobra, Rodrigo Nestor cabeceou pra fora; Kauê levantou na área, Everaldo tentou emendar, mas a bola saiu; a Juá, com um chute de fora de Romarinho, obrigou João Paulo a uma grande defesa; depois eles tiveram outro chute perigoso mas foi por cima; Nestor rolou na área para David Martins perder gol feito; Kauê Furquim fez um cruzamento fechado e bola quase entra; num vacilo de Fredi, um atacante da Juazeirense entrou livre mas adiantou demais e João Paulo pegou. Eles ainda tiveram um chute fraco de longe e nosso goleiro pegou tranquilamente.

9 - Fizemos 1 a 0 no começo do segundo tempo, num pênalti após bola cruzada por Zé Guilherme que o zagueiro desviou com a mão. Everaldo bateu bem, no ângulo, e converteu. Daí em diante eles passaram a ter o comando do jogo. Tiveram um chute perigoso de Luan por cima; nós respondemos com uma cabeçada perigosa de Fredi que passou perto. Numa cabeçada à queima-roupa após escanteio, João Paulo fez outra grande intervenção; eles empataram no pênalti ridículo cometido por Resende que Bravo mandou para as redes; continuaram pressionando com bolas rondando nossa área sem tanto perigo. No final teve aquela lambança da arbitragem que marcou o pênalti que não houve contra o Bahia e depois desmarcou.

10 - AGORA É O VASCO — Com o adversário motivado após vencer o clássico contra o Botafogo pelo Campeonato Carioca, o Bahia terá outra parada difícil na próxima quarta-feira, pelo Brasileirão, em São Januário, quando enfrentará o Vasco, sendo mais um momento para o Esquadrão demonstrar que este ano realmente vai partir para parte de cima da tabela de forma mais contundente, pontuando com frequência dentro e fora de casa, sempre procurando vencer os jogos.

*Kléber Leal é jornalista e torcedor do Bahia

Siga o Blog P. da Notícia nas redes sociais: YouTubeWhatsAppFacebook, Instagram e TwitterAtive as notificações, interaja e esteja sempre atualizado.

Nenhum comentário: