sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Análise: dez observações sobre Bahia 1x1 Fluminense


Por: Kléber Leal* | Especial para o Blog P. da Notícias

1 - DE BOM TAMANHO —
Reza a lenda que empatar em casa nunca é um bom resultado. Mas esse 1 a 1 entre Bahia e Fluminense, por todo o contexto da partida, acabou ficando de bom tamanho para o Esquadrão, que não jogou bem, saiu atrás do resultado, buscou o empate e ainda ficou com um menos nos 10 minutos finais, sendo que o time carioca poderia ter liquidado a fatura no primeiro tempo. E o nosso gol de empate foi de um jogador que vem subindo de produção e pedindo passagem para a titularidade: o ex-gremista Kiki Olivera, que começa a se tornar o xodó da Nação Tricolor.

2 - Na primeira etapa, com exceção de Ronaldo, Acevedo e Éverton Ribeiro, ninguém jogou nada, e o Fluminense não começou tão bem, mas no final foi superior, abriu o escore e logo depois perdeu um gol embaixo da trave. Naquele momento, o Bahia estava perdido e, caso o Flu fizesse 2x0, poderia até ampliar e acabar com qualquer chance de reação.

3 - A quantidade de passes errados de jogadores como Gilberto, Juba, Ademir e Pulga foi surreal. Eles erraram tudo e mais um pouco, prejudicando muito o desempenho de todo o time.

4 - As mudanças que Rogério fez durante o jogo fizeram o time melhorar bastante pois a maioria dos que entraram (Erik, Kiki Olivera, Sanabria) teve bom desempenho. Infelizmente Dell, que também entrou e até apareceu numa chance clara de gol e desperdiçou, acabou infantilmente sendo expulso pouco tempo depois, acabando com nosso poder de reação dos últimos momentos do jogo.

5 - Por falar em expulsão, foi a segunda em dois jogos seguidos sem a mínima necessidade. Michel Araújo e Dell comeram pilha dos adversários e acabaram provocando a ida mais cedo ao vestiário. O setor de Psicologia precisa orientar nossos atletas para que tenham mais equilíbrio durante a pressão das partidas.

6 - Falaram que Jean Lucas não gostou quando foi substituído. Ora, ora, ele e outros atletas não jogaram absolutamente nada e precisam entender que o atual elenco do Bahia é mais ou menos homogêneo, quem vacilar perde a posição. Erik entrou muito bem no meio no lugar dele, assim como Kiki, que foi muito melhor que Pulga no ataque, e o próprio Sanabria, que voltou após muito tempo e foi melhor que Ademir.

7 - Ainda na análise de atuações, merecem destaque o goleiro Ronaldo, com defesas importantes no segundo tempo, e o mito Éverton Ribeiro, que foi bem o jogo todo, correndo, articulando recompondo, grande atuação nos 90 minutos.

8 - O Bahia começou melhor, tentando empurrar o Flu para o campo de defesa. Chegou com perigo num cruzamento de Pulga que passou na frente do goleiro Fábio; teve um chute de Jean Lucas que Fábio fez boa defesa; outro de Ademir. Daí em diante, quando não tinha a bola, o Esquadrão passou a dar muito espaço ao time carioca, que pouco a pouco, trocando passes com tranquilidade, foi partindo pra cima. Chegou ao gol com uma triangulação na frente da nossa área, e conclusão de Jonh Kennedy; poderia ter feito o segundo com Serna, que perdeu praticamente embaixo da trave. Gilberto antes quase empata mas chutou mal de dentro da área. O Bahia errava muito e acabou criando pouco até o fim do primeiro tempo. Apesar disso, num contra-ataque Ademir perdeu chance de ouro de marcar, chutando de forma bisonha de dentro da área. E no fim Cannobio perdeu outra chance.

9 - A segunda etapa iniciou-se com muita correria de lado a lado e o Bahia, com as alterações que fez nesse período, passou a jogar melhor. Teve uma chance com William José que Fábio defendeu e a arbitragem marcou, equivocadamente, impedimento. Se fosse gol o VAR teria que validar; Acevedo de longe acertou a trave; os contragolpes do Flu levavam perigo e Cannobio recebeu em velocidade, chutou mas Ronaldo fez grande defesa. N rebote, defendeu chute de Jonh Kennedy; nosso empate veio num cruzamento rasteiro de Sanabria que Kiki completou; depois Dell recebeu em profundidade na área e chutou por cima ao se atrapalhar com Sanabria; o mesmo Dell cabeceou uma bola, sem perigo, para defesa de Fábio; depois veio a expulsão dele, o Bahia diminuiu o ímpeto, mas Sanabria deu um bom chute de longe que Fábio defendeu desviando. No final, o time carioca teve oportunidade com Arana, que mandou por cima.

10 - POSITIVO — Embora a atuação do Esquadrão de Aço na parte técnica (com muitos erros de passe) e tática (com muitos espaços dados ao time do Rio) não agradasse a Nação Tricolor, algo ficou de positivo: o time lutou o tempo todo, não se entregou em momento algum e acabou conseguindo o empate que, por tudo que ocorreu em campo, acabou sendo um bom resultado.

*Kléber Leal é jornalista e torcedor do Bahia

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