1- FORA E “DE FORA” — Duas situações que, em 2025, aconteceram muito pouco foram o Bahia ganhar fora de Salvador e fazer gols com chutes de fora da área. Nesta partida contra o Bahia de Feira, essas duas coisas, felizmente, nos contemplaram e conseguimos vencer por 3x0.
2 - A última vez que o Bahia havia vencido fora de casa foi 3 de setembro de 2025, na Arena Batistão (Aracaju/SE), final da Copa do Nordeste, primeiro jogo contra o Confiança, quando ganhamos por 4x1.
3 - Ainda que fosse por um campeonato de nível mais baixo, o fato de este segundo jogo do Baianão ser fora de casa deixou a Nação Tricolor de “cabelo em pé”, um reflexo do trauma com o desempenho do time distante da Fonte Nova ano passado. Graças a DEUS desta vez deu tudo certo.
4 - Dos três gols que fizemos, dois surgiram diretamente de arremates de fora da área e o outro num rebote gerado por um chute de longe também. Vários outros disparos de meia distância foram dados na partida, pois a postura com linhas muito baixas do time de Feira gerou a opção por essas jogadas.
5 - Essa partida marcou a melhora de desempenho do goleiro João Paulo, que no domingo tomou um gol por fazer “golpe de vista”, e do zagueiro Luís Gustavo, que teve uma performance muito mais tranquila e segura do que na estreia. Erik também está começando a se recuperar.
6 - Dell, desta vez o melhor em campo, fez seu primeiro gol como profissional e teve realmente um ótimo desempenho. Tem uma presença de área fantástica e acredita em todos os lances. Juan Pablo foi bem também e Cauê Furkin melhorou bastante, sendo inclusive elogiado por Rogério Ceni pela postura tática.
7 - Desde o início o Bahia se impôs em campo, neutralizando as tentativas de investidas do xará de Feira e agredindo-o com inteligência. Logo aos cinco minutos, Fred arriscou de longe e o goleiro deles defendeu em dois tempos; na sequência o zagueiro tirou um bola em cima da linha, no chute de Dell; depois abrimos o placar nu chute de fora da área de Resende; num chute de longe e colocado de Ruan Pablo, o goleiro fez grande defesa; num cruzamento de Zé Guilherme, Dell cabeceou e o arqueiro defendeu à queima-roupa; Bahia de Feira respondeu com um cruzamento perigoso por cima; aos 40, Ruan Pablo chutou de novo de longe, o goleiro bateu-roupa e Dell fez 2 a 0; de novo, num cruzamento do Bahia de Feira, a cabeçada foi perigosa mas pra fora.
8 - O Bahia, embora diminuísse um pouco o ritmo no segundo tempo, continuou comandando as ações. Zé Guilherme, que fez bom jogo, quase faz o terceiro, mas o goleiro defendeu; triangulação do Bahia de Feira pelo meio, chute forte e no canto e boa defesa de João Paulo; chutaço de longe de Zé Guilherme e a bola passou perto; ataque perigoso do time do interior mas o chute foi sem direção; Erik, que entrou no segundo tempo, avançou, chutou no ângulo de fora da área da área e marcou um golaço; atacante do Bahia recebeu na área, chutou bem, mas João Paulo defendeu.
9 - Embora jogando fora de casa, o Bahia, como sempre, teve o apoio incondicional da Nação Tricolor, que fez uma verdadeira festa na Arena Cajueiro. Outra coisa interessante é que o Esquadrão jogou tão bem que nem sentiu dificuldades atuando num gramado sintético. E é assim que tem que ser: procurar jogar passando por cima dos obstáculos e, melhor, vencendo as partidas, sem o mimimi de colocar desculpas no campo ou qualquer outro fator que já se saiba antecipadamente que existe.
10 - MENINOS APROVEITANDO — O bacana nessas partidas iniciais do Baianão é que estamos utilizando os garotos da base, mesclados com o time B, e eles vêm correspondendo e subindo de produção. Dessa forma, o time principal fica sendo poupado e os atletas desse time alternativo vão ganhando confiança, assimilando melhor as ideias táticas de Rogério Ceni para, quando forem utilizados entre os titulares, corresponderem à altura.
*Kléber Leal é jornalista e torcedor do Bahia
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